RESENHA SOBRE “MUSICA DO SÉCULO XX COM SIMON RITTY
Nesse documentário o comentador difere sobre a música dos séculos passados com a música contemporânea, onde ele inicia seu argumento falando sobre a previsibilidade da música clássica, romântica, barroca onde seus ritmos são colocados dentro de um compasso em que em geral não se muda durante a música, com pulsação em 2 (binário) 3 (ternário) ou 4 (quaternário) e com harmonia sempre tendo a necessidade de resolução e se tornando até mesmo antes de ser tocada ser ouvida pelo o ouvinte que tivesse um pouco de familiaridade com harmonia já sabia para onde a música iria caminhar.
O maestro Simon nos traz para a sua demonstração a música “Sagração da Primavera de Igor Stravisnk” onde o compositor em sua obra quebra tudo que era conhecido até aquele momento, tira toda previsão harmônica, desmancha o ritmo e o coloca todo desigual e a forma que é feita a música não é como as outras que a precederam foram feitas, ele faz uma particularidade dele na música.
Os acordes antes com uma classificação definida agora aparecem de forma que em uma análise ficaria impossível classifica – los da forma tradicional. Uso de vários efeitos nos instrumentos, tentando traduzir o som que ouvimos naturalmente nas cidades. E a percussão ganha uma importância, onde se tem a evolução da percussão, como foi ouvida na música “Ionização de Vareze”.
Gustav Malher foi considerado o compositor que traduz a transição do século XIX para o século XX, Simon faz uma comparação da música Canção da terra de Malher com o 2º movimento da sinfonia número 9 de Beethoven onde existe uma semelhança bem acentuada.
Na “Atmosfera de Ligeti”, a barra de compasso não é sentida, para o autor a música não deve ser normal, esse música se parece muito com música eletroacústica onde vários efeitos nos instrumentos são parecidos com a música feita no computador. A música de Ligeti soa como uma atmosfera, com vários clustes e trêmulos.
A música percussiva de Steve Reich, com pedaços de madeira, possui um ritmo bem complexo. Colon Nancarrow construiu um instrumento (Pianola) onde à medida que ele pressionava os dedos das mãos e os pés movimentavam os pedais, saiam sons extremamente rápidos quase impossível de se conseguir esses sons em um piano normal com uma pessoa tocando, mais Art Taty, improvisava no Jazz obtendo o mesmo efeito da pianola.
A orquestra de Gamelão da Indonésia influenciou vários compositores modernos como Messiaen, Pierre Bourlez, e Schoenberg. Na música de Bourlez “Ritual em memória de Bruno Moderna”, que foi muito influenciada pela música da Indonésia, os instrumentos ficam posicionados em seus lugares e os músicos vão chegando e tocando à medida que seus instrumentos vão entrando na música e também vão saindo de cena à medida que acabam de tocar a música.
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