quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Continuação... VALORES MUSICAIS

1.      VALORES MUSICAIS
Joel Barbosa (1996 p.39) em seu artigo “¹considerando a viabilidade de inserir música instrumental no ensino de primeiro grau” diz:

Apesar dos esforços de vários educadores, incluindo o de Villa-Lobos através da música vocal, a educação musical não tem recebido o seu devido valor na educação geral dos alunos brasileiros até o dia de hoje.  Se esta negligência está presente em relação à educação musical através da música vocal, quanto maior será a dificuldade em relação a Educação Musical através da música instrumental; considerando que o custo da última é mais elevado e sua viabilização exige pessoas com qualificações mais raras.


Também se leva um tempo maior na formação de uma banda ou orquestra do que um coral. Um coral, e dependendo da quantidade de ensaios e da organização do seu regente, em aproximadamente dois meses já é possível se ter uma apresentação, enquanto que na banda levam-se, no mínimo, seis meses, ainda sim muito precariamente.
Como escola que até o presente momento só tem o ensino fundamental II, ainda teremos com o decorrer dos anos o ensino médio. A frase de Joel Barbosa (1996) se aplica totalmente ao nosso caso, onde temos as mesmas dificuldades descritas por ele em sua fala.
Conforme pesquisa feita em escolas públicas, particulares e colégios militares em Brasília, o melhor meio de introduzir a intimidade musical aos alunos é através da musicalização, seja feita com o auxilio de flauta doce, da voz, de instrumentos de percussão, onde elementos teóricos devem ser abordados para que o aluno tenha a noção do que se trata, mas de forma a não desestimular o aluno a desistir do projeto. A metodologia aplicada deve atrair a atenção dos alunos.
Partindo da sugestão do maestro da banda do Colégio Militar de Brasília (CMB) e outras escolas observadas, o objetivo é iniciar a musicalização utilizando a flauta doce, pois é um instrumento de pouco custo, de fácil manuseio e ajuda muito os alunos iniciais. Uma das dificuldades dos alunos é associar a leitura das notas com a contagem mental dos tempos e a posição dos dedos na flauta doce, com uma metodologia privilegiando a progressão de dificuldades do nível mais fácil para o mais elevado gradualmente.
Musicalização infantil é uma tarefa bem complexa e que pode ser introduzida de várias maneiras. O canto coral é uma ótima possibilidade para se fazer a musicalização, sem contar que o indivíduo se sente gratificado como pessoa quando da apresentação do coral, seja esta apenas aos seus colegas de escola ou para outros públicos. Como estamos falando de canto coral, o corista não necessariamente precisa ter um amplo conhecimento musical, ou até nenhum, pois o que predomina nessa atividade é a imitação, no caso de uma música previamente selecionada para o repertório, ou composição em grupo, onde o professor é mais um orientador que propriamente um maestro conduzindo o grupo.
Como o propósito é a criação de uma banda musical inicialmente, Joel Barbosa (1996 p.39)  escreve sobre o ensino coletivo de instrumentos musicais:

“O ensino coletivo de instrumentos musicais heterogêneos, pode ser um dos meios mais eficientes e viáveis economicamente para inserir o ensino da música instrumental no ensino escola de primeiro grau. Sua metodologia engloba atividades através das quais o aluno desenvolve a leitura musical, o domínio instrumental, a capacidade auditiva, as habilidades mentais e o entendimento musical. Seu baixo custo, devido ao simples fato de se poder ter um único professor ensinando uma classe de até 30 alunos de instrumentos diversos, em vez de se pagar um professor para cada família de instrumentos”.


Por serem alunos que já se encontram a partir 6º ano do ensino fundamental, estes já tem uma boa compreensão sobre a escrita e fala da língua portuguesa, o que os habilita ao ensino da leitura musical e com as aulas teóricas eles desenvolverão essa atividade começando do zero até o nível em que o próprio aluno desejar, pois o professor trabalha com a possibilidade de que o aluno aprenda o que lhe é proposto, mas é o aluno que vai dizer aonde quer chegar.

Nessas atividades escolares há alunos que se destacam, que se tornam músicos profissionais, mas este não é o objetivo. Se houver algum que chegue a se profissionalizar foi um algo a mais que o professor conseguiu incentivar.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

A FORMAÇÃO MUSICAL DO COLÉGIO MILITAR TIRADENTES DA POLÍCIA MILITAR DO DISTRITO FEDERAL

Romulo Benício Barbosa

RESUMO
Artigo preparado para ajudar o educador musical, na formação de uma banda de música, especificando materiais necessários para esse intuito, metodologia de trabalho, formação do educador musical.
Palavras- chaves educador musical, banda de música, formação de grupo musical, ensino musical coletivo.
INTRODUÇÃO
Todo educador musical que busca a formação de uma banda, precisa de alguns requisitos para essa iniciação, buscaremos a melhor maneira de colocar uma banda de música em atividade. A banda de música desenvolve nos alunos uma sensibilidade musical e fomenta o trabalho em grupo onde cada componente tem o seu valor, não podendo nunca colocar um acima do outro buscando despertar o talento artístico de cada um.
Este artigo tem como objetivo identificar e elaborar a estrutura necessária ideal para a formação do grupo musical do Colégio Militar Tiradentes, baseado no estudo coletivo dos alunos, buscando aliar a teoria e a prática, bem como delimitar o passo a passo de todas as necessidades para a implementação deste projeto tanto na área pedagógica quanto na área  física. Como o proposto deste estudo, foi utilizada a metodologia bibliográfica e também a pesquisa, feita com músicos oriundos de várias partes do Distrito Federal e outras localidades no Brasil, sendo utilizado o googledocs para o envio e recebimento do formulário da referida pesquisa.

____________________________________
[1] Romulo Benício Barbosa 1 SGT DA PMDF Pós Graduação em Docência do Ensino Superior pelo Instituto Superior de Ciências Policiais da Policia Militar do Distrito Federal,Graduação em Música com habilitação em Regência, Docente no Colégio Militar Tiradentes, arranjador e compositor musicale especialização em Regência de Banda e Orquestral no CIVEBRA, (escola de música de Brasília EMB).
1.      HISTÓRICO

O Colégio Militar Tiradentes surgiu como um recurso para auxiliar a família policial militar quanto à educação dos seus filhos. Suas atividades iniciaram em 2012, no meio do ano com alunos oriundos das mais variadas escolas do Distrito Federal. Em grande parte são filhos de policiais.
Seu corpo docente inicial foi formado em sua grande maioria por policiais militares licenciados nas mais variadas áreas do conhecimento, onde utilizam seus conhecimentos e formação para o ensino dos alunos. Hoje há uma mistura entre professores e civis e militares na condução das turmas nas mais variadas disciplinas.
A escola iniciou suas atividades com o 6º ano do ensino fundamental em 2012. No ano seguinte entrou uma nova turma no 6º ano e com isso tivemos dois anos na escola, o 6º e o 7º, hoje temos até o nono ano, e em 2016 teremos o primeiro ano do ensino médio. Em 2018 teremos o ciclo completo do 6º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio.

A disciplina de música foi acrescentada no ano de 2013 à grade horária dos alunos como formação em artes (incluso). O objetivo, além de cumprir com o decreto que incluiu música novamente na formação dos alunos, é formar a banda musical e uma orquestra da escola. Como na caserna tem-se o costume de ter em seus quadros uma banda de música que participe de solenidades e eventos fora do aquartelamento, como um colégio militar esse grupo fará parte como disciplina e como um membro da escola no seu espaço escolar. Acrescentando também uma possível formação de orquestra.