Importância do Piano no auxilio do maestro
O piano complementar ou suplementar tem por objetivo desenvolver habilidades consideradas necessárias à formação geral do músico profissional, nessa modalidade de ensino de piano discutiu – se muito sobre forma de se ensinar o piano, ou se na forma tradicional com aulas individuais ou aulas coletivas.
A grande diferença das formas de aula é que na individual o tratamento aplicado ao aluno era de formar um virtuoso e concentrava seu conteúdo na técnica e na leitura de um repertório clássico padrão. Já na forma coletiva visava diminuir o custo da aula e a mudança de metodologia, onde a prioridade era dada à leitura à primeira vista, harmonização, transposição, improvisação, tirar de ouvido. Esse conjunto de habilidades e conhecimentos passou a ser chamado de habilidades funcionais.
O piano é uma ferramenta básica fundamental no estudo da música, por suas possibilidades melódicas, rítmicas, harmônicas e polifônicas.
O ensino de piano suplementar tem por objetivo de fornecer aos alunos de música não pianistas um conhecimento básico e funcional do piano ou teclado, de forma que venha completar a formação profissional.
O estilo europeu serviu de base para a formação de uma escola pianística própria, inicialmente o piano chamou a atenção de mulheres pertencentes às camadas sociais mais elevadas.
As mulheres, pela cultura tradicional, não tinha um leque de profissões e elas eram criadas para ser somente cuidar da casa, mais algumas foram muito mais que simples pianistas domésticas, o mundo as conheceu e às reverenciou, tanto pelo seu talento quanto pela sua personalidade.
Os Bragança – sobrenome da família real brasileira – foi os principais responsáveis pela promoção das atividades musicais do início do século XIX, inclusive no que se refere ao seu patrocínio. De modo geral, as atividades em torno do piano se concentravam em reuniões e casas de famílias com alto poder aquisitivo e o seu repertório se traduzia em execuções de arranjos e de pequenas peças. Não era fácil o acesso a partituras de grande porte, sonatas, concertos para piano e orquestra, estudo de virtuosidade, e tampouco se dispunha de professores capacitados a compreender essa obras.
Surgiram então os pianistas estrangeiros, em sua grande maioria européia, para se apresentarem em concertos, normalmente trazidos por empresas que organizavam turnês para América do Sul, a partir dessas apresentações, observa – se o surgimento do gosto e da mitificação do virtuose do piano.
Aparecem então às concertistas brasileiras, destacamos três mulheres: Antonietta Rudge, Guiomar Novaes e Magdalena Tagliaferro.
Antonietta Rudge a mais velha das três, foi à primeira mulher pianista brasileira que efetivamente fez sucesso no exterior. Com sete anos de idade já se apresentava ao público, em 1907 começou a viajar pelo exterior colhendo excelentes críticas, e era admirada pelas personalidades brasileiras da época tais como Mario de Andrade e Rui Barbosa e por personalidades estrangeiras.
Guiomar Novaes representou um caso único de talento, sorte, dedicação, oportunidades e disposição. Missionária do piano, como ela mesma se denominava, nasceu e viveu para o piano. Considerada o fenômeno do piano do século XX pela critica nacional e internacional.
Magdalena Tagliaferro a mais conhecida e, ao que tudo indica a mais querida dos franceses, manteve – se até o final da vida com pianista de prestígio internacional. Atuou como professora do Conservatório de Paris criou uma escola com seu nome no Rio de Janeiro, criou uma fundação que também tem seu nome e a realização do I concurso Internacional “Magda Tagliaferro” em Paris 1957.
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